terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Este projeto nos permitiu ir além do que imaginávamos...

A partir da apresentação do nosso projeto, muitos professores abraçaram a ideia e desenvolver trabalhos pensando nas diversas realidades existentes nas localidades de Antonio Cardoso.
 
Este trabalho foi desenvolvido em parceria com os professores de Inglês, Biologia, Língua Portuguesa e Geografia. 

 
 Tema: Conhecendo e Reconhecendo as Comunidades Quilombolas
de Antonio Cardoso: Mais um caminho para o uso das TIC's


Entendendo a necessidade de evidenciar a importância histórica e a contribuição dos povos africanos e das comunidades quilombolas para a formação da sociedade brasileira especificamente do município de Antonio Cardoso e ainda cumprindo as determinações da Lei 10.639/2003-Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que estabelecem a obrigatoriedade do estudo e ensino da história e da cultura Afro-brasileira em todos os estabelecimentos de ensino da rede pública e particular, este trabalho visa desenvolver atividades que tenham como centro a população quilombola do município de Antonio Cardoso, sua cultura e diversidade, promovendo assim a reflexão no espaço escolar.
 Visita a Tocos



Objetivos Gerais:
  •  Garantir ao alunado do Colégio Antônio Carlos Magalhães o cumprimento da Lei 10.639(LDB).
  •      Sensibilização dos alunos para a valorização da cultura africana e brasileira através do conhecimento da história das comunidades quilombolas locais.
  • Confecção de um Cd-Rom (banco de dados) com informações recolhidas durante o desenvolvimento do projeto.
  • Habilitar os alunos ao uso de recursos midiáticos: internet e power point.
 Objetivos Específicos:
 HISTÓRIA :
  • Reconhecimento da importância histórica dos quilombos e das comunidades negras escravizadas para a formação do município.
  •  Discussão sobre a importância dos quilombos como locais de resistência dos escravos.
  • Debate sobre políticas afirmativas, á exemplo de Cotas.
 GEOGRAFIA:
          Localizar no mapa do município as comunidades remanescentes quilombolas.

  LETRAS:
  • Identificar especificidades lingüísticas das comunidades quilombolas.
    BIOLOGIA:

    Identificar características físicas/fisiológicas comuns às comunidades relacionando ao conteúdo de genética.
  
Metodologia
 
          As atividades utilizarão como principais recursos midiáticos: pesquisas na internet (utilizando a Lan-House local), o livro didático, pesquisas em jornais, revistas e viagem de campo.
          Todas as informações recolhidas com as atividades especificadas serão reunidas em um CD de dados a ser disponibilizado para o acervo da escola.
          Fotografar as comunidades quilombolas para montagem de um banco de dados de imagens.
          Leitura e discussão de textos sobre a formação dos quilombos.
          Encontro com os moradores da localidade de Tocos.
          Utilização do laboratório de informática da escola para confecção dos slides em power point.
 
Pesquisando na sala de leitura

 
 Imagem que fará parte do banco de dados digitalizados
 (corrente utilizada para prender os escravos)

                   Apresentação do Samba de roda (grupo de Tocos): Um resgate de identidade
                               Fazenda Santo Antônio - Vestígios da comunidade quilombola

                      Momento de entrosamento (alunos do ACM e Samba de Roda de Tocos)

Inclusão Digital: Aluna do 3º ano utilizando pela primeira vez o computador
Elaboração  de slides sob a orientação da prof. Keila (Geografia)


Formação de banco de dados sob orientação da professora Diliene (Inglês)


 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nosso projeto não aconteceu em um clique ... aliás... é uma proposta que continuará acontecendo em 2012.




Creio que chegamos ao momento mais importante desta nossa atividade: publicar as atividades, ações e alguns resultados do nosso projeto. Para começar, em julho de 2011, reunimos alunos, professores, funcionários e direção para apresentar a nossa proposta e objetivos. Mais do que comunicar, ouvimos e registramos as demandas e chegamos a uma conclusão: deveríamos começar do básico, pois, a maioria de nossos alunos e funcionários (muitos professores também) sequer tinham contato com o computador, a pesar de manusearem bem mídias como a televisão, DVD, celular. 


Alunas do ACM no primeiro momento de apresentação do projeto...

O trabalho estava só começando. Era preciso não apenas viabilizar a participação dos demais professores no projeto, mas motivá-los a tal...



Esse é o professor Miguel Elízio. Leciona matemática. Diz que é muito difícil, para ele, incorporar as TIC no seu dia a dia em sala de aula. Ainda não domina algumas ferramentas como TV Pen Drive e não conseguiu ainda abandonar as aulas expositivas com lousa e piloto. Apesar disso, no dia a dia, lida muito bem com as demais tecnologias: computador, celular e outras. Sempre procurar aproximar-se de seus alunos também através das redes sociais (orkut e facebook), mas nunca as utilizou como meio de aprendizagem de conceitos matemáticos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Nossa motivação: queremos alunos digitais ... mas alunos com “chips” próprios...




As TIC levam nossos alunos - na sua maioria da zona rural - a lugares nunca antes navegados ...

O projeto contemplando a inclusão digital dos alunos do Colégio ACM nasce da necessidade de oportunizar e possibilitar aos nossos jovens uma dinâmica que os aproxime não somente de informações e conhecimento, mas de pessoas, lugares, línguas e culturas diversas.

Acreditamos que as TIC são um espaço político, mesmo sabendo que o  mundo conectado ainda não passa dos 15 por cento e que, portanto, muitos são os que ainda não vivem hiperconectados. Acreditamos que um projeto que interligue o local ao global, de forma dinâmica e interativa, não somente pode aproximar os alunos do processo de ensino e aprendizagem dito tradicional, como também oportuniza  novas formas de aprender e ensinar.

Para conhecer um pouco mais sobre a importância das TIC como uma ferramenta didática de grande ajuda para a aprendizagem, vale assistir ao vídeo http://www.youtube.com/watch?v=PZnQSnN3O5A  ou ler o texto de Klaus Schlünzen Junior e Maria Elisabette Brisola Brito Prado, no qual os autores refletem justamente sobre a possibilidade, para muitos impossível, de integrar a escola dita tradicional e as mídias digitais. 

O texto Integração de mídias digitais na educação está disponível no endereço http://www.eadconsultoria.com.br/matapoio/biblioteca/textos_pdf/texto15.pdf.


Boa leitura!!! Boas reflexões....boas práticas.